Fatsia Japonica

Fatsia japonica (também conhecida como Aralia japonica ou Fatsia sieboldii), a única espécie do género cultivada em interior é há mais de um século utilizada como planta de jardim e planta ornamental de vaso. Trata-se de um arbusto de crescimento rápido com caules lenhosos que se ramificam pouco, e que consiste frequentemente num único caule robusto que suporta uma grande roseta de folhas no topo. As plantas podem atingir uma altura de 1-1,50m em dois ou três anos. As folhas, em pecíolos que atingem 30cm, são brilhantes, de 15-45cm de largura e divididas em sete ou nove lobos por recortes profundos. Ao ar livre a folhagem é coreácea e verde-escura, mas em interior a planta produz folhas verde-claras mais macias e em geral maiores.. As plantas de exterior produzem anualmente grandes inflorescências de flores brancas em pequenas umbelas, mas estas raramente surgem em interior. Um cultivar desenvolvido em França, conhecido por F.j.'Moseri', é mais compacto, de crescimento mais lento e tem uma coloração amarela nas nervuras das folhas. As folhas de uma forma variegada, a F.j.'Variegata', apresentam algumas manchas brancas ou creme, em especial nas margens.

Cuidados - Luz - As fátsias requerem luz forte para que a vegetação se mantenha compacta e robusta, msa podem, np entanto, ser cultivadas numa janela sem sol desde que a intensidade da luz seja elevada. Em luz fraca a planta torna-se estiolada.


Temperatura - As fátsias dão-se melhor em condições de temperatura baixa. A temperaturas superiores a 18ºC as folhas tornam-se demasiado macias e delgadas e têm tendência para pender, especialmente se a humidade for reduzida. Para elevar a humidade em salas quentes, coloque as plantas em tabuleiros com seixos húmidos. A temperaturas ligeiramente mais baixas, a cerca de 16ºC, as folhas e os caules adquirem uma resistência razoável e uma capacidade para tolerar condições adversas temporárias. Durante o período de repouso invernal são aconselháveis temperaturas da ordem dos 7ºC.

Rega - Durante o periodo de crescimento activo regue abundantemente sempre que necessário para humedecer completamente a mistura de envasar. Durante o periodo de repouso regue moderadamente, de modo a humedecer toda a mistura, mas deixando que o centímetro superior seque antes de regar de novo.

Adubação - Aplique um vulgar adubo líquido de duas em duas semanas durante o periodo de crescimento activo.

Envasamento e reenvasamento - Utilize uma mistura de envasar rica à base de terra (uma que contenha uma quantidade de adubo equilibrado superior à média). As plantas pequenas devem ser mudadas para vasos do tamanho acima todas as Primaveras, até que tenham atingido o tamanho do vaso conveniente. As fátsias requerem vasos grandes (20-24cm) para poderem desenvolver-se e tornar-se arbustos grandes. O tamanho pode de certo modo ser restringido pela utilização de vasos mais pequenos, mas esta medida pode também ter como resultado uma vegetação distorcida e sem beleza. Os vasos de barro são mais aconselháveis, pois em vasos de plástico as plantas grandes podem tombar facilmente devido ao peso excessivo da parte superior relativamente à base.

Propagação - A melhor forma de propagar fátsias é por meio de estacas de caule de 5-8cm obtidas em qualquer altura dos novos rebentos que se formam na base das plantas. (Pode também usar estacas de ponta, mas estas têm geralmente grandes folhas, o que se torna dificeis de acomodar numa mini-estufa ou num saco de plástico). Retire as folhas inferiores da estaca, mergulhe as extremidades em pó de hormonas de enraizamento e plante-as em vasos de 8cm contendo uma mistura humedecida composta por partes iguais de turfa e areia grossa ou perlite. Introduza as estacas envasadas em sacos de plástico e mantenha-as a uma temperatura de cerca de 16ºC em luz forte velada por uma persiana ou cortina translúcida. Quatro a seis semanas mais tarde surgirão lançamentos novos indicando que as estacas enraizaram. Retire as plantas jovens dos sacos de plástico e comece a regar apenas o indispensável para manter a mistura de envasar ligeiramente húmida. Se conseguir sementes frescas, é fácil obter plantas a partir delas em mini-estufas aquecidas.

Observações especiais - Uma poda drástica impedirá as fátsias de atingirem um tamanho excessivo. Na Primavera, reduza a parte aérea da planta a metade, o que estimulará também a ramificação. Ocasionalmente, as folhas das fátsias caem, mas a perda de algumas folhas inferiores mais velhas não deve ser tomada como sinal de que existe qualquer problema.



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Árvore-da-felicidade


(Árvore-da-Felicidade "macho")

Existem duas espécies de plantas chamadas de árvore-da-felicidade, Sílvia. Elas se tornaram bem populares nos anos 70, quando a moda era usá-las formando um par: a “planta-macho” seria a Polyscias guilfoylei e a “femea”, a Polyscias fruticosa. Elas são espécies diferentes do mesmo gênero e ambas pertencem à família das araliáceas.
A principal diferença entre elas é que a Polyscias fruticosa apresenta folhas recortadas em pequenas partes, bem afinadas, e a Polyscias guilfoylei possui folhas compostas, com uma cor verde mais intenso que a “fêmea”, lembrando a forma das folhas da salsa. Elas podem ser cultivadas com sucesso mesmo em apartamentos, pois gostam de muita claridade, mas sem sol direto. Além disso, sua folhagem se desidrata com facilidade quando exposta ao vento.
Plante a muda num vaso de bom tamanho (cerca de 30 cm de diâmetro e 50 cm de altura), para que a planta possa se desenvolver durante um bom tempo sem precisar de transplante. Para garantir uma boa drenagem - essencial para essas plantas -, use a seguinte mistura de solo:

(Árvore-da-felicidade "fêmea")

1 parte de terra comum
1 parte de terra vegetal
1 parte de composto orgânico
1 parte de areia
Seu cultivo é fácil e um bom indicativo para as regas são as próprias folhas, que revelam a necessidade de água: nunca as deixe murchar, pois podem cair.
Em geral, uma boa medida é regar uma vez por semana nos meses frios e de duas a três vezes por semana no verão. Mas não descuide de observar a planta, pois ela dá sinais de suas necessidades. Adube-as na primavera e verão. Uma curiosidade sobre essas plantas é que elas exalam um aroma característico sempre no final da tarde.


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Não se esqueça das plantas na hora de sua viagem

Nas férias, os brasilienses costumam sair da cidade e deixam suas casas fechadas por alguns dias. Cuidados devem ser tomados para evitar situações desagradáveis na hora do retorno ao seu lar. Aqui vão algumas dicas simples de conservação de plantas e flores por até um mês.

Começo do ano é época de férias nesse período, muitas famílias viajam para descansar e deixam em casa plantas e animais. Apesar do tempo úmido que mês de janeiro traz à cidade, as plantas necessitam de cuidados especiais e redobrados. É preciso sempre ter alguém confiável, algum familiar ou vizinho para que possa cuidar das flores.

Mas mesmo com um amigo que cuide de suas plantas, é possível conseguir mantê-las bonitas e impecáveis, mesmo fora de casa por alguns dias. Eis algumas dicas de como cuidar das plantas no período de ausência “Vale ressaltar a importância a iluminação, mas as plantas devem estar protegidas dos do sol diretamente. Depois, molha fartamente a planta”.

Dicas para curtos períodos:

1. Regue a planta e cubra a superfície do vaso com esfagno (musgo) úmido | 2. Cubra a planta com um saco plástico sem vedar totalmente, após regar e deixar escoar o excesso de água. Apóie o plástico em quatro estacas enterradas no vaso, certificando-se de que ele não toca a folhagem | 3. Coloque os vasos dentro de uma bacia forrada com uma camada de pedrinhas ou seixos cobertos de água.

Para férias de até um mês: 1. Forre o fundo de um recipiente grande com cascalho ou pedregulho e disponha uma camada de esfagno ou espuma de plástico. Acomode os vasos e regue bem, encharcando o esfagno ou a espuma. Para dificultar a evaporação, tampe o recipiente com uma cartolina furada no meio para passar o caule da planta.

2. Pegue um barbante de uns 20 cm e desfie as pontas. Retire a planta do vaso, sem desmanchar o torrão que envolve as raízes, e passe o barbante pelo furo de drenagem, deixando uma das pontas dentro do vaso. Arrume a planta de volta e coloque o vaso numa bacia com água, sobre tijolos ou pedaços de madeira, mergulhando só o fio na água.

3. Para molhar várias plantas de uma só vez, use barbantes do mesmo tamanho, com as pontas desfiadas. Enterre uma delas na mistura do vaso e deixe a outra mergulhada na água de uma bacia, colocada num nível abaixo da planta.

4. No caso de plantas maiores, introduza na terra do vaso o gargalo de uma garrafa cheia de água (as de água mineral são boas), que pingará pelo furo da tampa.

5. Para as plantas em xaxins, distribua-os em pias ou tanques com água pela metade. Coloque em ambiente claro, longe de muito vento;.

6. Utilize um pedaço de feltro para colocar os vasos de plástico. Mergulhe uma das extremidades numa pia cheia de água e use a outra para acomodar as plantas. Este sistema não serve para vasos de barro, que são mais grossos e, às vezes, possuem furos nas laterais.


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Trocando os vasos quando necessário

Existem inúmeras diferenças entre o cultivo de plantas num jardim e o cultivo de plantas em vasos, mas a principal delas é a necessidade do transplante no cultivo em vasos. Veja aqui, quando e como realizar esta tarefa.

O cultivo de plantas em vasos nos permite ter dentro de casa as mais variadas espécies. É claro que para mantermos as plantas bonitas e saudáveis é preciso alguns cuidados especiais, principalmente com relação à luminosidade, temperatura, adubação e regas. Mas, existe também um outro fator fundamental, que muitas vezes é esquecido: o transplante.
No jardim, as raízes das plantas têm espaço e liberdade para crescer e podem buscar na terra toda a água e nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Mas nos vasos essa liberdade fica limitada. Com o tempo, mesmo com adubações regulares, a qualidade do solo fica prejudicada e o espaço para a expansão das raízes torna-se pequeno. Daí a necessidade do transplante.
Mas, como saber quando transplantar nossa plantinha? Alguns sinais podem indicar o momento certo. Eis alguns:

* raízes saindo pelos furos de drenagem;

* partes das raízes aparecendo na superfície da terra;

* o vaso começa a ficar pequeno em relação ao tamanho da planta;

* florescimento escasso ou inexistente;

* aparecimento de folhas muito pequenas ou defeituosas;

* raízes formando um bloco compacto e emaranhado.

Passo-a-passo, para não errar

Para facilitar o trabalho com o transplante de plantas, faça tudo planejado, em etapas:

1 - No dia anterior ao transplante, de preferência à noite, comece os preparativos: regue todas a plantas que serão transplantadas, para facilitar a retirada do vaso. Limpe bem os vasos que serão utilizados. Se for utilizar vasos novos de cerâmica ou barro, mergulhe-os num tanque cheio de água até que parem de soltar bolhas. Isso ajuda a limpá-los bem e impedem que absorvam a umidade da mistura de terra que será colocada.

2 - Antes de iniciar o trabalho, escolha um local sombreado. Separe todas as plantas que necessitam de transplante e deixe todo o material necessário à mão (vasos, ferramentas, mistura de solo, cascalho para ajudar a drenagem, etc).

3 - Prepare a mistura de terra ideal para o replantio e reserve. Coloque cascalhos para drenagem no fundo do vaso, de forma que não obstruam totalmente o furo, prejudicando o escoamento do excesso de água.

4 - Coloque uma parte da mistura de solo no fundo do vaso e reserve.

5 - Agora é a hora de retirar a planta do vaso. A terra um pouco umedecida facilita o trabalho. No caso de haver muita compactação, afofe a terra superficialmente e passe uma faca de lâmina comprida entre o vaso e o torrão.

6 - Se a planta estiver num vaso pequeno, coloque a mão espalmada por baixo das folhas, cobrindo a superfície da terra e firmando as hastes entre os dedos. Vire o vaso para baixo e, para facilitar, bata-o levemente na beirada de uma mesa ou balcão. Normalmente, a planta sairá com facilidade, mas se isso não acontecer, evite puxá-la com força. Volte o vaso na posição inicial e tente soltar o torrão passando a faca novamente. Se houver nova resistência, quebre o vaso.

7 - Para retirar uma planta de um vaso grande, passe a lâmina de uma faca longa entre o torrão e o vaso. Deite o vaso na mesa e bata levemente com um pedaço de madeira nas laterais para soltar o torrão. Segure a planta com uma das mãos e vá virando o vaso lentamente, batendo devagar em toda a superfície. Quando perceber que o torrão está solto, puxe a planta delicadamente com o vaso ainda deitado.

8 - Com a mistura de solo já firmada no fundo do novo vaso, posicione o torrão da planta bem no centro. Na maioria dos casos, o topo do torrão deve ficar entre 2 e 5 cm abaixo da borda.

9 - Continue a colocar a mistura de solo, pressionando-a nas laterais para firmar bem a planta. Espalhe mais um pouco da mistura por cima e observe que a terra deve cobrir as raízes, sem encostar nas folhas inferiores. Para eliminar as bolhas de ar e acomodar a terra, bata o vaso levemente sobre a mesa e depois pressione a superfície com os dedos.

Mistura de solos para vasos e jardineiras

Mistura rica em matéria orgânica:

1 parte de terra comum de jardim
1 parte de terra vegetal
2 partes de composto orgânico

Ideal para plantas como: licuala ou palmeira-leque (Licuala grandis), camélia (Camellia japonica), cróton (Codiaeum variegatum), cica (Cycas revoluta), gardênia (Gardenia jasminoides), lantana (Lantana camara), planta-camarão amrelo (Pachystachys lutea), azaléia (Rhododendron xsimsii), flor-de-cera (Hoya carnosa), calceolária (Calceolaria herbeohybrida), petunia (Petunia x hybrida), calendula (Calendula officinalis), margarida (Chrysanthemum leucathemum).

Mistura argilosa:

2 partes de terra comum de jardim
2 partes de terra vegetal
1 parte de areia:

Ideal para plantas como: papiro (Cyperus papyrus), gladíolo ou palma-de-santa-rita (Gladiolus), narciso (Narcissus poeticus), bastão-do-imperador (Nicolaia elatior), prímula (Primula obconica), gloxínia (Sinningia speciosa), estrelitzia (Strelitzia reginae, copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica), calla (Zantedeschia aethiopica ‘Calla’).

Mistura arenosa:

1 parte de terra comum de jardim
1 parte de terra vegetal
2 partes de areia

Ideal para plantas como: palmeira-bambu (Chamaedorea elegans), planta-camarão vermelho (Beloperene guttata), buxinho (Buxus sempervirens), caliandra ou esponjinha(Calliandra), bico-de-papagaio ou poinsétia (Euphorbia pulcherrima), hibisco (Hibiscus rosa-sinensis), hortênsia (Hidrangea macrophylla), ixora (Ixora chinensis), giesta ou vassoura espanhola (Spartium junceum), primavera (Bouganvillea spectabilis), lírio-da-paz (Spatiphylum wallisii), espada-de-são-jorge (Sanseveria trifasciata), lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica), onze-horas (portulaca grandiflora).

Mistura areno-argilosa:

1 parte de terra comum de jardim
1 parte de terra vegetal
1 parte de composto orgânico
1 parte de areia

Ideal para plantas como: palmeira-rápis (Rhapis excelsa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias fruticosa), árvore-da-felicidade-fêmea (Polyscias guilfoylei), gerânio (Pelargonium sp.), gerânio pendente (Pelargonium peltatum).



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