Que espécies de plantas podem ser cultivadas em apartamento e como cultivá-las

Mesmo morando na cidade e em apartamento, é possível deixar o ambiente mais alegre, com um toque natural, fresco e aconchegante, cultivando plantas. Além de deixar a casa mais bonita, cultivar plantas pode ser um bom hobby e até uma terapia.

Para quem mora em apartamento, há várias alternativas, como colocar vasos ou prateleiras com vasinhos nas sacadas ou próximos às janelas e até colocar jardineiras do lado de fora da janela, desde que haja grade, tela ou alguma outra proteção. Meia-grade, apenas até a altura dos vasos, também é uma ótima opção. Uma solução caseira, bastante barata e funcional, é improvisar uma meia-grade fixando uma barra de metal do lado de fora da janela. A barra pode ser até mesmo um trilho de cortina.

É importante considerar as características do apartamento, que vão determinar os tipos de plantas mais indicadas e os locais do apartamento mais apropriados para o seu cultivo. Se houver sacada, com boa luminosidade, pode-se pensar em plantas que precisam de sol direto, como amor-perfeito, jasmim, gerânio e azaléia, e até em uma horta numa jardineira ou em pequenas árvores frutíferas em vasos, como romã, mamão e araça, só é preciso tomar cuidado com ventos.

Se não houver sacada e a luminosidade dentro do apartamento não for suficiente, como acontece na maioria dos casos, ainda assim há muitas plantas que podem ser cultivadas. Plantas que precisam de mais luminosidade, devem ficar na janela ou muito próximas dela (de modo que peguem um pouco de sol), é o caso das orquídeas, bromélias, cactus e suculentas, das ervas para chá e tempero e da maioria das plantas que dão flores. Outras variedades vivem bem com luminosidade indireta, são as violetas, as samambaias, as palmeiras, como a ráfia, e as plantas de folhagens verde escuras, como as marantas, os lírios e a zamioculca. Vários tipos de musgos também são usados como plantas ornamentais, eles precisam de pouca luz e vão bem mesmo em lugares bem pouco iluminados, só precisam de muita umidade.

Quanto às regas, é preciso ficar atento às necessidades de cada planta. Samambaias e musgos, por exemplo, necessitam de mais água que os cactus e as suculentas. Mas a quantidade de água também depende de outros fatores, como o tamanho do vaso e a exposição ao sol. Uma boa dica é colocar os dedos na terra e assim perceber a quantidade de regas necessária para cada vaso. Se o vaso for pequeno ou de material permeável (barro, xaxim, fibra de coco), vai exigir rega mais freqüente, se for grande ou de material impermeável (plástico, cerâmica vitrificada ou esmaltada), vai pedir menos regas.


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Calceolária (Calceolaria herbeohybrida) - Sapatinho-de-Vênus

Família: Escrofulariáceas
Origem: América do Sul, Chile e Peru
Porte: Herbácea anual que atinge cerca de 30 cm de altura
Plantio: Propaga-se por meio de sementes ou estacas
Solo ideal: Rico em matéria orgânica (mistura recomendada: 1 parte de terra comum de jardim, 1 parte de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico)
Clima: Ameno
Luminosidade: Pode ser cultivada à sombra, pois não suporta sol direto, mas é necessário que receba luz solar indireta por pelo menos 3 horas diárias.
Regas: É uma planta que gosta de água, mas não de solo encharcado. Pode ser regada, em média, 2 vezes por semana. Recomenda-se tomar bastante cuidado na hora da rega, para não molhar as flores e a base das folhas.



Indicações de cultivo: Esta planta é um híbrido obtido a partir do cruzamento de três espécies de Calceolária, nomeadamente, C. crebatiflora, C. corymbosa e C. cana, todas originárias do Chile .

Em função do formato de suas flores, esta planta herbácea anual que atinge 30 cm de altura recebeu nomes populares bem interessantes como sapatinho-de-vênus, tamanquinho e chinelinho-de-madame. Propaga-se por meio de sementes ou estacas, o solo ideal tem que ser rico em matéria orgânica.


Mistura recomendada:

1 parte de terra comum de jardim;

1 parte de terra vegetal e

2 partes de composto orgânico.

Pode ser cultivada à sombra, em clima ameno, pois não suporta sol direto, mas é necessário que receba luz solar indireta por pelo menos 3 horas diárias. É uma planta que gosta de água, mas não de solo encharcado. Pode ser regada, em média, 2 vezes por semana. Recomenda-se tomar bastante cuidado na hora da rega, para não molhar as flores e a base das folhas. É ideal para ser usada como maciço. Começa a florescer no fim do inverno e durante a primavera, é possível encontrar à venda vasinhos de calceolárias em cores que vão do amarelo-creme ao vermelho intenso ou mesclando várias cores, com manchas de diversos tamanhos. A calceolária é bem resistente à pragas e doenças, mas como é uma planta anual necessita de replantio todos os anos.



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NANDINA


Nome Científico: Nandina domestica
Nome Popular: Avenca-japonesa, nandina, bambú-do-céu


Família: Berberidaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: China e Japão
Ciclo de Vida: Perene

Características: A nandina é um arbusto de folhagem muito ornamental. A coloração das suas folhas é normalmente verde, no entanto os ramos jovens apresentam uma coloração rósea a avermelhada e no inverno toda a planta adquire um tom avermelhado. Produzem no verão numerosas flores brancas bem pequenas, que resultam em frutos vermelhos. Presta-se para cultivo em vasos, jardineiras ou formando maciços, conjuntos e bordaduras no jardim.

Devem ser cultivadas a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil e rico em matéria orgânica. A nandina tolera muito bem o frio e multiplica-se por estacas, sementes ou por divisão da planta.


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Fatsia Japonica

Fatsia japonica (também conhecida como Aralia japonica ou Fatsia sieboldii), a única espécie do género cultivada em interior é há mais de um século utilizada como planta de jardim e planta ornamental de vaso. Trata-se de um arbusto de crescimento rápido com caules lenhosos que se ramificam pouco, e que consiste frequentemente num único caule robusto que suporta uma grande roseta de folhas no topo. As plantas podem atingir uma altura de 1-1,50m em dois ou três anos. As folhas, em pecíolos que atingem 30cm, são brilhantes, de 15-45cm de largura e divididas em sete ou nove lobos por recortes profundos. Ao ar livre a folhagem é coreácea e verde-escura, mas em interior a planta produz folhas verde-claras mais macias e em geral maiores.. As plantas de exterior produzem anualmente grandes inflorescências de flores brancas em pequenas umbelas, mas estas raramente surgem em interior. Um cultivar desenvolvido em França, conhecido por F.j.'Moseri', é mais compacto, de crescimento mais lento e tem uma coloração amarela nas nervuras das folhas. As folhas de uma forma variegada, a F.j.'Variegata', apresentam algumas manchas brancas ou creme, em especial nas margens.

Cuidados - Luz - As fátsias requerem luz forte para que a vegetação se mantenha compacta e robusta, msa podem, np entanto, ser cultivadas numa janela sem sol desde que a intensidade da luz seja elevada. Em luz fraca a planta torna-se estiolada.


Temperatura - As fátsias dão-se melhor em condições de temperatura baixa. A temperaturas superiores a 18ºC as folhas tornam-se demasiado macias e delgadas e têm tendência para pender, especialmente se a humidade for reduzida. Para elevar a humidade em salas quentes, coloque as plantas em tabuleiros com seixos húmidos. A temperaturas ligeiramente mais baixas, a cerca de 16ºC, as folhas e os caules adquirem uma resistência razoável e uma capacidade para tolerar condições adversas temporárias. Durante o período de repouso invernal são aconselháveis temperaturas da ordem dos 7ºC.

Rega - Durante o periodo de crescimento activo regue abundantemente sempre que necessário para humedecer completamente a mistura de envasar. Durante o periodo de repouso regue moderadamente, de modo a humedecer toda a mistura, mas deixando que o centímetro superior seque antes de regar de novo.

Adubação - Aplique um vulgar adubo líquido de duas em duas semanas durante o periodo de crescimento activo.

Envasamento e reenvasamento - Utilize uma mistura de envasar rica à base de terra (uma que contenha uma quantidade de adubo equilibrado superior à média). As plantas pequenas devem ser mudadas para vasos do tamanho acima todas as Primaveras, até que tenham atingido o tamanho do vaso conveniente. As fátsias requerem vasos grandes (20-24cm) para poderem desenvolver-se e tornar-se arbustos grandes. O tamanho pode de certo modo ser restringido pela utilização de vasos mais pequenos, mas esta medida pode também ter como resultado uma vegetação distorcida e sem beleza. Os vasos de barro são mais aconselháveis, pois em vasos de plástico as plantas grandes podem tombar facilmente devido ao peso excessivo da parte superior relativamente à base.

Propagação - A melhor forma de propagar fátsias é por meio de estacas de caule de 5-8cm obtidas em qualquer altura dos novos rebentos que se formam na base das plantas. (Pode também usar estacas de ponta, mas estas têm geralmente grandes folhas, o que se torna dificeis de acomodar numa mini-estufa ou num saco de plástico). Retire as folhas inferiores da estaca, mergulhe as extremidades em pó de hormonas de enraizamento e plante-as em vasos de 8cm contendo uma mistura humedecida composta por partes iguais de turfa e areia grossa ou perlite. Introduza as estacas envasadas em sacos de plástico e mantenha-as a uma temperatura de cerca de 16ºC em luz forte velada por uma persiana ou cortina translúcida. Quatro a seis semanas mais tarde surgirão lançamentos novos indicando que as estacas enraizaram. Retire as plantas jovens dos sacos de plástico e comece a regar apenas o indispensável para manter a mistura de envasar ligeiramente húmida. Se conseguir sementes frescas, é fácil obter plantas a partir delas em mini-estufas aquecidas.

Observações especiais - Uma poda drástica impedirá as fátsias de atingirem um tamanho excessivo. Na Primavera, reduza a parte aérea da planta a metade, o que estimulará também a ramificação. Ocasionalmente, as folhas das fátsias caem, mas a perda de algumas folhas inferiores mais velhas não deve ser tomada como sinal de que existe qualquer problema.



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