Capim-palmeira (Curculigo capitulata)

Nome popular: Capim-palmeira; Curculigo.

Nome científico: Curculigo capitulata.

Família: Amarylidaceae.

Origem: Ásia Tropical.

Descrição:

Planta originária da Ásia Tropical, perene, de consistência herbácea, entouceirada, com até 80cm de altura.

Folhagem muito decorativa, marcada por nervuras longitudinais, sulcadas, produzindo efeito plissado, lembrando folhas de palmeiras jovens.

Inflorescência na base da planta, composta por flores amarelas, sem importância ornamental, pelo fato de ficar escondida pela folhagem. Propaga-se facilmente pela divisão da planta

Cultivo: Pode ser cultivada em conjuntos ou acompanhando muros, muretas ou paredes, a sombra ou à meia-sombra.

Espalha-se muito facilmente, escapando freqüentemente da área a qual é destinada a ela, passando a comportar-se como uma planta infestante. Por isso, tome cuidado com a escolha do local para coloca-la.

O corte total da sua parte aérea e a fertilização com matéria orgânica a cada 2 a 3 anos revigora bastante a sua vegetação.

Multiplica-se facilmente pela divisão de touceiras em qualquer época do ano.

Espécie requisitada para cobrir grandes espaços em meio às áreas ajardinadas, produzindo relevante efeito ornamental em função das folhas verdes e decorativas. Ideal também para plantio junto a muros, paredes ou grades, sempre em locais protegidos do sol direto. A poda de 2 em 2 anos revitaliza a planta e melhora seu aspecto



Caso tenha alguma dúvida comente e deixe seu e-mail para contato.Obrigada.

Aprendendo a regar da melhor forma

Você tem dúvidas de como é melhor regar o seu jardim, horta ou pomar? Nós te explicamos!
Regar parece ser fácil, mas muitas são as dúvidas que ainda permanecem a quem cuida de jardins, hortas ou pomares.

Por quê regar?

Muitas plantas não morrem caso deixemos de regá-las. Mesmo assim, quando regamos regularmente essas plantas, de forma correta, podemos melhorar seu aspecto e deixar a planta mais saudável e viva. Por isso, não devemos desprezar as regas.

Confusão

Muito se confunde o termo “irrigar”, ou “irrigação”, com o “regar”, ou “regas”. Essa diferença não é muito importante para nós, mas vale a pena entender. O termo “irrigar” faz referência às regas com quantidade de água minuciosamente controlada, calculada com base em vários fatores, o que quase nunca ocorre em jardins. O termo “irrigação” é utilizado amplamente na agricultura, o termo “rega” é utilizado para jardins e outros pequenos cultivos.

Mito inconveniente

Muitos dizem que regar ao meio-dia causa cozimento das folhas, o que não é verdade. Na realidade, o efeito é contrário a esse. A planta sofre abaixamento de temperatura com as regas nesse horário. Essa confusão ocorre pela recomendação das regas nos horários mais amenos do dia, devido à menor evaporação de água que ocorre nesses horários, aumentando o aproveitamento da água pela planta.

Como devo regar?

Deixando os mitos de lado, vamos ver quais são as recomendações para regar as plantas:

  1. Verifique a freqüência e abundância recomendada de regas para a planta que será regada. Não de água nem muito a mais, nem muito a menos do que é recomendado, isso pode gerar estresse e ataque de doenças e pragas.

  1. Procure regar nos horários mais frescos do dia. A água é menos evaporada nesses períodos, sendo aproveitada melhor pelas plantas, e estocando melhor a água no solo.


  1. Não jogue jatos fortes de água no solo nem na planta. Regule a força da água utilizando o dedo, pulverizando-a sobre as plantas e solo. Quando um jato de água é jogado diretamente na terra, a terra se endurece na superfície ao secar, impedindo a penetração de água no solo. O jato forte nas plantas causa quebra de folhas, e danifica as plantas.

  1. Cuidado com folhas sensíveis. Principalmente algumas plantas de interiores, como a violeta, não podem ter suas folhas molhadas. Para essas plantas a utilização de pratinhos é ideal, devendo a planta ser regada só nos pratos. Vale lembrar que com a problemática da dengue, encontrada nos dias atuais, é altamente recomendável a colocação de areia nos pratinhos, o que não interfere em nada a qualidade das regas.





Caso tenha alguma dúvida comente e deixe seu e-mail para contato.Obrigada.

Aprendendo a fazer uma horta em vasos

Escolhendo o local, o vaso, e o que plantar

Local
Em locais escuros ou mal-iluminados, as plantas não fazem fotossíntese e não crescem adequadamente. Portanto, escolha um local bem iluminado, com bastante luz natural disponível.
Em apartamentos, a sacada e a área de serviço costumam ser bons locais.

Vaso
Para isso não há regras, só algumas recomendações básicas:
Os vasos devem possuir furos em baixo para drenar o excesso de água.
Vasos muito altos são desnecessários. 20 cm de altura costumam ser suficientes para um bom desenvolvimento das raízes. Vasos rasos demais secam muito rapidamente.

O que plantar
Para uma horta em vasos as melhores opções normalmente estão entre as pequenas hortaliças aromáticas, além de ervas medicinais, já que produzem constantemente e precisamos de pequenas quantidades por vez.
Algumas boas escolhas são: cebolinha, salsinha, hortelã, manjericão, manjerona, entre muitas outras.
Podemos encontrar essas plantas facilmente na forma de sementes ou mudas já formadas, em supermercados ou lojas agrícolas.

Como preparar o vaso

Há várias formas de prepararmos o vaso, mas o importante é facilitar a drenagem de água e disponibilizar nutrientes para a planta através de matéria orgânica.

Para evitar que o vaso se encharque, basta cobrirmos o fundo do vaso com uma camada fina de pedras britadas, cacos de telha ou porcelana, ou mesmo outro material que tenha disponível.

A terra utilizada pode ser preparada de diversas formas, atingindo resultados semelhantes. Recomenda-se sempre adicionar sempre um pouco de húmus, mas sem exageros, pois seu excesso pode levar as plantas à morte.

Plantando as mudas ou sementes

Se utilizar sementes, semeie na profundidade recomendada na embalagem, mas desconsidere o espaçamento recomendado quando plantar em vasos. A semeadura também pode ser feita em sementeiras (para saber mais sobre sementeiras, clique aqui.)

Se já possuir mudas, ou mesmo talos para estaquia (para saber mais, clique aqui), o plantio é bem mais simples. Plante a muda nivelando-a com o solo do vaso, preenchendo os espaços vazios com terra. Pressione levemente em torno da muda para eliminar os bolsões de ar.

Regue o vaso até que fique bastante úmido, devagar, sem inundar o vaso.


Manutenção da horta em vasos


Manter a horta é muito fácil, além de ser uma verdadeira terapia. Separamos três tópicos que consideramos importantes para o seu melhor cultivo.

Regas

Procure manter o vaso sempre levemente úmido, sem nunca encharcar, já que isso poderia matar a planta e causar doenças na mesma. Molhar uma vez por dia normalmente já é o suficiente.

Adubação

Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, podendo matá-la.

Replantando
As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o mesmo procedimento anterior, devendo-se trocar a terra do vaso.




Caso tenha alguma dúvida comente e deixe seu e-mail para contato.Obrigada.

Multiplicação de plantas por Alporquia

O que é
A alporquia é uma técnica de multiplicação vegetativa de plantas, utilizada principalmente em algumas plantas com as quais a estaquia não funciona facilmente. Consiste em enraizarmos um ramo quando ele ainda está preso na planta, retirando a muda em seguida. Na realidade, é uma variação da mergulhia, uma outra técnica de propagação vegetativa de plantas.

Vantagens
O método funciona em algumas plantas nas quais a estaquia não é eficiente. A “estaca” continua recebendo água e nutrientes da planta, não utilizando somente as suas reservas, motivo pelo qual é um método mais eficiente.

Limitação

É difícil realizar em relação à estaquia, exigindo mais conhecimento e técnica. Comercialmente, é um método caro e de baixo rendimento, mas ainda é muito utilizado em produções comerciais de mudas frutíferas.

Como realizar a alporquia

Podemos generalizar o processo em algumas etapas, veja a seguir:

1) Inicialmente, devemos escolher um ramo de uma planta adulta. Esse ramo deve possuir de 1 a 3 cm de diâmetro. No ramo escolhido, fazendo um anelamento (retirada da casca) com a ajuda de uma lâmina afiada (faca, canivete, estilete, etc.), sendo este anel formado de 3 a 5 cm de largura.

2) Cobrimos a parte anelada com um material úmido que retenha bem a água, que pode ser: esfagno, mistura de esterco e serragem úmida, entre outros possíveis. Prendemos o material com um plástico, que deve ter as suas pontas bem amarradas. Assim, ocorrerá o enraizamento do material com o passar do tempo, no local cortado.

3) Podemos fazer desde o início, um outro anelamento, pouco abaixo do local em que vai enraizar, o que força a brotação das gemas (enraizamento) no local cortado.
Ao alcançarmos um enraizamento razoável, vamos cortando a base de pouco a pouco com o passar dos dias, até destacarmos completamente o ramo bem enraizado, obtendo-se assim uma nova muda.

4) Devemos passar a muda a um substrato adequado, sem que já seja plantada no seu local definitivo, já que a muda ainda é muito frágil. Essas mudas devem ser mantidas por um certo período em um local protegido do sol forte, molhado constantemente, sem encharcar, até que a muda se torne forte o bastante para ser plantada no seu local definitivo.



Caso tenha alguma dúvida comente e deixe seu e-mail para contato.Obrigada.